sábado, 7 de novembro de 2009

Pesadelo 3

Em sua grande nova fase ele aprendeu, com os erros do passado, a se entender melhor e agora com a ajuda da psicóloga ele constatara que todo o problema girava em torno da sua auto-estima. Fase nova, vida nova e agora era só ficar e usar as mulheres, já que segundo ele todas são iguais, todas são egoístas e todas querem uma só coisa, dinheiro. Seguindo nessa linda míope de raciocínio ele descamba para as festas e bebidas sempre em demasia. Ficou com várias e sempre se vangloriou disso. Namorar sério estava, como sempre, fora de cogitação.

Ele agora, com 26 anos, começa a sair com a prima mais nova, 16 anos. Claro que ela sai com a sua turma também nessa mesma faixa etária. Lembro-me perfeitamente dele falar que as amigas da prima falavam bem dele e que ele talvez ficasse com algumas delas por ficar, beijar na boca só para não ficar só. Falou também que precisava encontrar alguém para ficar sem compromisso. Conhece então a Carolyne, 15 anos, amiga da prima dele. Ficam amigos. Ele zomba dela o tempo todo falando que uma “pirralha” de 15 anos de idade era a coisa mais fácil do mundo de domar. Começa assim, a sua última grande empreitada, um namoro com uma garota de 15 anos de idade. De início ela era só passa-tempo, que já que não tinha o que fazer a noite, ao menos beijaria numa boca. Ledo engano! O Pai da Garota, seu Tenório, era um Pit Bull. Namoro só na sala e sobre os seus olhares. Sair sozinho? Nem pensar! E tem que levar o irmão mais novo se quisessem sair e voltar bem antes das 11 da noite. Mas o meu amigo, “maduro”, “calejado” das situações anteriores se submeteu a tudo isso, claro, afinal era fácil de domar a garota de apenas 15 anos de idade. A mãe da garota desde o início tem uma clara aversão ao namorado da filha.

O problema de não se mancar é agudo nele. Por incontáveis vezes o pai da garota fala que está na hora de dormir, mas o meu amigo não larga o osso e é praticamente expulso. Esse problema de não se mancar é relativamente comum só que bem mais aparente nesse meu amigo. Com um tempo ele começa a sufocar a garota, passa a ir a casa dela sem avisar, vai todos os dias, demora para sair e, novamente, não se manca disso. Naturalmente, sem tempo para os amigos e para si mesma, ela começa a saturar e demonstrar pouco ou nenhum interesse. As desculpas para não recebê-lo começam e o pesadelo do passado ronda a sua mente. Ignorando os sinais claros, ele continua a ligar todos os dias, fazer a feira da família dela, tenta se aproximar da mãe e do pai da namorada numa tentativa desesperada para poder continuar o que ele enxerga como namoro. É repelido duplamente pela mãe e pelo pai da garota e assim ele começa a se dar conta da realidade.

Pela terceira vez ele entra em declínio absoluto, engorda espantosamente, deixa os estudos de lado, vive de comer, sair, caçar mensagens no Orkut da moça e indiretamente ameaçar com chantagens psicológicas, tentando se fazer de vítima e todas aquelas baboseiras de quem gosta de perder tempo.

Com razão, a moça fica proibida de encontrá-lo, dá todas as desculpas possíveis e imagináveis para não encontrá-lo, até que um dia, em um show, ele por acaso a encontra e ela beija outro na sua frente. “O ódio que senti é indizível”, comentou ele depois. O “namoro” durou 7 meses e o prejuízo foi basicamente o mesmo dos relacionamentos passados. Nos 9 meses seguintes ele continuou insistindo, falando que amava a garota e ela disse claramente que sentia pena dele, que só ficou com ele uma vez depois que terminaram por pena, pura pena.

Pessoalmente eu tenho uma teoria de porque os relacionamentos dele geralmente apodrecem depois de uns 3 meses. As meninas geralmente gostam da sua aparência. Ele por sua vez se camufla bem, tem a pose de universitário, fala dos planos para o futuro e elas pensam que ele é um bom partido. Tem um bom carro e eles ainda estão na fase do marketing pessoal, do conhecimento, portanto, mostra o que têm de melhor em si. Com o passar do tempo, contudo, elas começa a ver que ele não quer nada com nada, percebe as conversas e brincadeiras infantis e o relacionamento entra em colapso.

Continuo com a indagação que levantei no início da primeira postagem... por que as pessoas se submetem a esse tipo de coisa? O que leva uma pessoa a passar por tudo isso em nome de um relacionamento que muitas vezes só existe em suas cabeças?

sábado, 31 de outubro de 2009

Pesadelo Parte 2...

Depois de sair do pesadelo dessa relação unilateral e bastante prejudicial, ele entra na fase da revolta. Aquela tão conhecida fase de generalizações, de falar que nunca mais na vida vai namorar e afirmar que todas as mulheres são iguais. É comum, mas passa logo. Entra em cena, então, a Fabíola, cuja beleza e voluptuosidade claramente chamam a atenção. Conheceram-se em um bar na praia, trocaram telefones e rapidamente começaram a se encontrar. Era um sonho, para ele. “Não quero relacionamentos, quero só sexo e ela também, então não há a menor possibilidade de eu passar por tudo aquilo novamente com ela”, disse ele em certa ocasião. Realmente ele estava em uma situação privilegiada, uma mulher linda, gostosa ao extremo e querendo apenas sexo! Um sonho! Outras apareceram para ele e ele que não é bobo nem nada, saía com todas elas, algumas lindas e outras nem tanto, mas o fato foi que ele já estava na ativa havia dois meses e a super fase não dava sinais de arrefecimento, ao contrário. Foi então que ele, no auge, ele decidiu que ia a um show. Acho que foi do Skank, não lembro. Chegando lá ele encontra a Natália, mãe de um filho de 3 anos, bêbada de cair. Ficam nessa noite, sem sexo. Então começa o relacionamento que ele tanto falava que não queria. Ah, outro detalhe, ela mora em uma cidade aproximadamente 4 horas daqui.

No primeiro mês de namoro ele disse que ela era tudo que ele queria, falavam em casamento, morar juntos, faziam planos. Ela era baladeira de carteirinha, de boba não tinha nada, então, já que ele bancava tudo pra ela, porque não namorar? É bem cômodo, não? Como sempre, o interesse não era mútuo, ao menos no quesito atenção e vontade de namorar. Ela dava sinais claros de que saía com outros e a falta de interesse que para muitos de nós geraria, por si só, certa desconfiança de que havia algo de errado, para ele era algo comum e que, portando, não precisaria se preocupar. A falta de interesse não poderia ser mais cristalina, mas ele, pra variar, estava cego surdo e mudo. Por inúmeras ocasiões ele viajou de surpresa pra vê-la, e chegando ao trabalho dela ficou plantado por duas horas porque ela não se deu o trabalho de descer para vê-lo. O futebol era mais importante. Como se não bastasse isso, ele agora decide que vai ajudá-la a quitar as dívidas do cartão de crédito. Fala com um irmão sobre uma suposta dívida que contraiu no valor da fatura do cartão da moça e pede a grana para pagar. O irmão, sabendo do histórico dele, desconfia e nega qualquer ajuda imediatamente. Em pouco tempo, sem trabalhar ele afunda em dívidas, mas continua bancando a moça, comprando presentes caros e desfilando com ela nos shopping centers.

O namoro entra em declínio irreversível e ele agora anda mais e mais desconfiado das saídas dela. Começa então as longas procuras por algo incriminador no Orkut da moça. Passa horas diariamente analisando cada recado recebido e a cada descoberta de algo suspeito ele me liga e conta tudo nitidamente consternado. Os meus conselhos para terminar e procurar se valorizar mais são em vão, nada funciona e ele só enxerga aquilo que quer. Mesmo assim ele continua os pesados investimentos no relacionamento, literalmente falando.

Em um dado momento ele comenta que o sexo é razoável e que ela nunca o procura. Nada de sexo oral da parte dela. Comentou também que começaram a fazer sexo sem camisinha e que era maravilhoso. Inutilmente alertei para as conseqüências, lembrei que ele só conhecia a moça tinha dois meses exatos e que era cedo para tudo inclusive para ficar se doando tanto, especialmente sem reciprocidade. Tudo em vão! Bem antes de completar três meses de namoro ela engravida e para a minha total surpresa, apesar do relacionamento estar praticamente falido, com indícios claros de que ela estava com ele só para ter alguém aqui para bancar as saídas dela, ele se mostra feliz e fala que vai morar na casa da avó dela, que mora aqui na cidade. Com menos de três meses ela perde a criança e o relacionamento segue. Dois meses depois, ela termina e ele entra em profunda depressão. Chorando, sem vontade de viver e com uma conversa suicida, ele reclama que nada dá certo. Tudo aquilo que aconteceu com o primeiro namoro vem à tona, porém, dessa vez, potencializado. A insistência pra ela voltar pra ele beira a loucura. O número de horas gastas no Orkut analisando as mensagens se intensifica e fica clara a falta de concentração dele para fazer qualquer coisa, um completo descolamento da realidade e incapacidade para enxergar o óbvio. Ele não para de falar dela, tem crises de ciúmes ultrajantes a cada recado deixado por algum homem no Orkut dela. Decide então viajar para a cidade dela com freqüência, sempre insistindo. Vencida pelo cansaço e pela ganância, ela resolve que pode ficar com ele de vez em quando. A tática dela é clara. Quando ela vem para cá, liga, ele vai buscá-la na rodoviária, banca tudo e assim ela vai levando. Depois de uma viagem na qual ele serviu apenas de motorista e de caixa ele resolve dar um basta.

Finalmente ele resolve procurar ajuda e começa a se consultar com uma psicóloga. As consultas começam a surtir efeito e ele, aos poucos começa a desgrudar da Natália. Todo o processo durou meses, mas finalmente ele se viu livre dela.

Fase nova, velhas retóricas... assim começa a sua fase de maturidade, sem namorar por um bom tempo, sem acreditar em relacionamentos e agora é só aproveitar a vida, será?

sábado, 24 de outubro de 2009

Pesadelo parte 1 - Relacionamentos humilhantes...

Tem certas coisas que eu não consigo entender mesmo. Aconteceu com um amigo, mas me causou tanta indignação que resolvi escrever sobre o assunto. Vou descrever Ipsis litteris o acontecido. Há tempos que escuto os problemas desse amigo, mas ultimamente eu estou começando a me preocupar com a sua sanidade mental porque nunca vi alguém se humilhar tanto assim nos relacionamentos, isso mesmo, não foi um só relacionamento, mas sim em TODOS os que ele se meteu nos últimos 7 anos. O cara é solteiro, independente, pode encontrar várias meninas legais, mas por uma questão interna que acho que é uma carência exageradamente destrutiva, conclusão chegada hoje, ele não consegue ficar só. Dito isto, ele simplesmente agüenta todo tipo de humilhação só para se manter “firme” no relacionamento. Essa última namorada, esperta e altamente controladora, já dizia no começo do relacionamento que iria colocar uma coleira nele. Ainda lembro uma noite que saímos com a turma ele me falando: “Cara, acredita que a Amanda disse isso? Como se eu não estivesse vacinado com essas mulheres! (gargalhadas)”. Três meses depois ele realmente não estava de coleira como ela falou, mas morava praticamente num canil que ele construiu.

O relacionamento durou 3 anos, sem sexo, e as únicas tentativas dele foram severamente repelidas. Ser expulso da casa da namorada por ela é altamente constrangedor, e denota uma tremenda falta de respeito ainda mais quando isso se baseia no fato de ele ter atendido ao telefonema de um amigo que, segundo ela, importunou o jantar e estragou toda a noite. Pra ele foi algo terrível, causador de grandes desabafos “ela me xingou, disse que tinha vergonha de namorar comigo, que eu era um imbecil, isso não se faz ela vai ver só”, disse ele em um dado momento. Como amigo, apoiei 100%, até marcamos de sair para encontrar umas amigas e trocar uma idéia com elas. Tudo marcado, até que ele liga dizendo que vai lá na casa da “ex” dizer tudo na cara dela. Como já conheço o cidadão, nem troquei de roupa para sair porque das duas uma, ou ele vai lá pra apanhar ou pra voltar o namoro. E voltou pedindo desculpas para ela. Com o relacionamento capenga ela foi fazer mestrado em Curitiba e mesmo como todos os sinais contrários ele juntou uma grana e foi lá visitá-la. Chegando lá recebeu 0 de atenção, gastou uma grana considerável e foi bem controlado e humilhado. As recomendações dela eram para ele evitar falar quando eles estivessem com muita gente por perto, evitar beijos em público e não cobrar nada ela pois estava estressada. Na volta, bem abatido ele vem conversar e contar tudo, mas a minha paciência já estava chegando ao fim. Escutei, mas não falei nada só falei que não adiantava falar porque ele sempre voltava a trás. Quando ele soube que ela estava voltando, rapidamente organizou uma festa surpresa pra ela. A festa em si foi ótima, mas depois, ao final, ela diz que ele é muito estúpido por gastar tanto. Já com o relacionamento prestes a terminar ele conhece uma outra garota e quando a namorada tenta voltar pra ele, ele surpreendentemente não quer e assim termina a parte um do pesadelo. O saldo? Muitas dívidas, humilhações, abandono da faculdade, depressão e angústia e nada de sexo é claro.

Em breve pesadelo parte 2...

sábado, 17 de outubro de 2009

Sai do 0 x 0, mas um pequeno acontecimento...

Finalmente consegui uma bela de uma transa depois da cirurgia. Tenho uma amiga que adora me provocar, mas sempre tinha uma desculpa na hora de encarar a coisa pessoalmente. Bom, ontem, por algum motivo ela me ligou dizendo que estava passando aqui em frente e que queria me visitar. Nada mau hein? Sem pestanejar já preparei rapidamente o quarto para recebê-la. Ela veio e quando a vi ontem estava uma delicinha o que já me causou uma baita de uma ereção. O sexo foi excelente, as preliminares igualmente prazerosas e o alívio depois de uma boa transa é indescritível. A falta de sexo vai, na surdina, acabando com você.

Eis que um acontecimento bizarro aconteceu. Eu tenho um cachorro safado e que ao que me parece nem cresce mais do que o seu tamanho atual (menos de dois palmos de comprimento). Ele ficou latindo do lado de fora do meu quarto e arranhando a porta o tempo todo. Até aí tudo bem, eu tinha que me limpar e limpar o quarto mesmo e, além do mais, a minha amiga estava louca para conhecê-lo. Abri a porta inocentemente e o safado começa a latir e correr de um lado para o outro. Minha amiga morrendo de rir dele e ele sem parar de correr. Não é que o safado pegou a camisinha e saiu correndo? Corri atrás dele mas ele simplesmente a engoliu!! Será que ele pode morrer? E como explicar isso aqui em casa? Veremos...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Finally back

Depois de uma longa ausência aqui estou em novamente postando. Bom, muita coisa tem acontecido por isso esse longo tempo sem postar. Em primeiro lugar, as coisas na universidade estão excelentes, a coisa começou realmente a pegar e agora sabemos exatamente os que querem alguma coisa e os que estão lá apenas para pegar as meninas. Aliás, não to pegando ninguém até porque o meu contato com as outras pessoas que não são do meu grupo está bastante restrito. Por outro lado, o vice-presidente de turma já traçou pelo menos três só na minha sala incluindo uma com namorado e outra casada que vem com uns papinhos puritanos pro meu lado. Agora, acho que as meninas da turma devem ter um tesão por homem rústico e grosso porque o vice-presidente é um cavalo, grosseiro e esquentando, mas aparentemente as meninas gostam disso. Falando nas meninas, na sala tem algumas maravilhosas, lindas e que eu pagaria fácil sem pestanejar. Tudo bem que o fato de eu não pegar ninguém nesse tempo tem lá seus motivos. Primeiro , a cirurgia que fiz e segundo, o estresse que estava passando.

Deixando a faculdade um pouco de lado, começou hoje aqui em João Pessoa, o circuito Banco do Brasil de vôlei de praia, e claro que dei uma passadinha por lá na hora do almoço depois do trampo. Como de costume, levei minha câmera e registrei alguns bons momentos e claro que vou postar algumas fotos aqui. Espero que gostem.

Andando para a quadra




sábado, 3 de outubro de 2009

Amizades

Amizade através da internet. Uma das maravilhas da internet está justamente na possibilidade de conhecer novas pessoas, aprender, trocar informações e fazer novos amigos. Eu lembro, há algum tempo atrás, quando muita gente falava que essa coisa de amizade ou conhecer gente “da internet” não prestava, não tinha futuro. Hoje, porém, não há mais essa separação atrasada fruto, talvez, da falta de conhecimento do que seria a internet, suas possibilidades e maravilhas. Mês passado conheci uma amiga, com quem conversei prela primeira vez através do blog http://crisentaassumida.blogspot.com/ , blog que sempre acompanhei e comentei. Conversamos por algum tempo no MSN, tivemos excelente conversas até que ela me contou que estava vindo à minha cidade para um congresso.

Semanas depois ela realmente veio, me ligou e conversamos por algum tempo ao telefone, foi bacana demais da conta e a ansiedade para encontrá-la foi grande. Finalmente marcamos de nos encontrarmos por volta das 11 da manhã, fui buscá-las, sim buscá-las porque ela estava acompanhada de duas amigas, super legais por sinal. Lá estava a famosa Crisenta em carne e osso, dona de um blog super interessante, ousado e sem pápas na língua bem ali na minha frente linda e sorridente super simpática. :) Uma pena que eu não pude realmente aproveitar e sair mais vezes, primeiro porque ela sempre saída com o pessoal do grupo e segundo porque estava ainda me recuperando de uma pequena cirurgia. Mas o encontrou foi excelente e devo confessar que foi uma experiência interessantíssima, pois conhecemos praticamente a maior parte das praias do litoral sul, tiramos centenas de fotos. A foto abaixo foi tirada na praia de Pitimbú, próximo à praia de Tambaba, que também fomos mas apesar da minha insistência, não entramos pelados. Heheh que pena né!

Depois de conhecê-la, só posso agradecer pela tarde maravilhosa que passamos juntos! Graças a essa maravilha da net.

Aqui algumas fotos por onde passamos.

Foto da praia de Pitimbú, nossa primeira parada.




Praia de Tambaba e a entrada da parte do nu obrigatório. Tanto que eu insisti...haha