Depois de sair do pesadelo dessa relação unilateral e bastante prejudicial, ele entra na fase da revolta. Aquela tão conhecida fase de generalizações, de falar que nunca mais na vida vai namorar e afirmar que todas as mulheres são iguais. É comum, mas passa logo. Entra em cena, então, a Fabíola, cuja beleza e voluptuosidade claramente chamam a atenção. Conheceram-se em um bar na praia, trocaram telefones e rapidamente começaram a se encontrar. Era um sonho, para ele. “Não quero relacionamentos, quero só sexo e ela também, então não há a menor possibilidade de eu passar por tudo aquilo novamente com ela”, disse ele em certa ocasião. Realmente ele estava em uma situação privilegiada, uma mulher linda, gostosa ao extremo e querendo apenas sexo! Um sonho! Outras apareceram para ele e ele que não é bobo nem nada, saía com todas elas, algumas lindas e outras nem tanto, mas o fato foi que ele já estava na ativa havia dois meses e a super fase não dava sinais de arrefecimento, ao contrário. Foi então que ele, no auge, ele decidiu que ia a um show. Acho que foi do Skank, não lembro. Chegando lá ele encontra a Natália, mãe de um filho de 3 anos, bêbada de cair. Ficam nessa noite, sem sexo. Então começa o relacionamento que ele tanto falava que não queria. Ah, outro detalhe, ela mora em uma cidade aproximadamente 4 horas daqui.
No primeiro mês de namoro ele disse que ela era tudo que ele queria, falavam em casamento, morar juntos, faziam planos. Ela era baladeira de carteirinha, de boba não tinha nada, então, já que ele bancava tudo pra ela, porque não namorar? É bem cômodo, não? Como sempre, o interesse não era mútuo, ao menos no quesito atenção e vontade de namorar. Ela dava sinais claros de que saía com outros e a falta de interesse que para muitos de nós geraria, por si só, certa desconfiança de que havia algo de errado, para ele era algo comum e que, portando, não precisaria se preocupar. A falta de interesse não poderia ser mais cristalina, mas ele, pra variar, estava cego surdo e mudo. Por inúmeras ocasiões ele viajou de surpresa pra vê-la, e chegando ao trabalho dela ficou plantado por duas horas porque ela não se deu o trabalho de descer para vê-lo. O futebol era mais importante. Como se não bastasse isso, ele agora decide que vai ajudá-la a quitar as dívidas do cartão de crédito. Fala com um irmão sobre uma suposta dívida que contraiu no valor da fatura do cartão da moça e pede a grana para pagar. O irmão, sabendo do histórico dele, desconfia e nega qualquer ajuda imediatamente. Em pouco tempo, sem trabalhar ele afunda em dívidas, mas continua bancando a moça, comprando presentes caros e desfilando com ela nos shopping centers.
O namoro entra em declínio irreversível e ele agora anda mais e mais desconfiado das saídas dela. Começa então as longas procuras por algo incriminador no Orkut da moça. Passa horas diariamente analisando cada recado recebido e a cada descoberta de algo suspeito ele me liga e conta tudo nitidamente consternado. Os meus conselhos para terminar e procurar se valorizar mais são em vão, nada funciona e ele só enxerga aquilo que quer. Mesmo assim ele continua os pesados investimentos no relacionamento, literalmente falando.
Em um dado momento ele comenta que o sexo é razoável e que ela nunca o procura. Nada de sexo oral da parte dela. Comentou também que começaram a fazer sexo sem camisinha e que era maravilhoso. Inutilmente alertei para as conseqüências, lembrei que ele só conhecia a moça tinha dois meses exatos e que era cedo para tudo inclusive para ficar se doando tanto, especialmente sem reciprocidade. Tudo em vão! Bem antes de completar três meses de namoro ela engravida e para a minha total surpresa, apesar do relacionamento estar praticamente falido, com indícios claros de que ela estava com ele só para ter alguém aqui para bancar as saídas dela, ele se mostra feliz e fala que vai morar na casa da avó dela, que mora aqui na cidade. Com menos de três meses ela perde a criança e o relacionamento segue. Dois meses depois, ela termina e ele entra em profunda depressão. Chorando, sem vontade de viver e com uma conversa suicida, ele reclama que nada dá certo. Tudo aquilo que aconteceu com o primeiro namoro vem à tona, porém, dessa vez, potencializado. A insistência pra ela voltar pra ele beira a loucura. O número de horas gastas no Orkut analisando as mensagens se intensifica e fica clara a falta de concentração dele para fazer qualquer coisa, um completo descolamento da realidade e incapacidade para enxergar o óbvio. Ele não para de falar dela, tem crises de ciúmes ultrajantes a cada recado deixado por algum homem no Orkut dela. Decide então viajar para a cidade dela com freqüência, sempre insistindo. Vencida pelo cansaço e pela ganância, ela resolve que pode ficar com ele de vez em quando. A tática dela é clara. Quando ela vem para cá, liga, ele vai buscá-la na rodoviária, banca tudo e assim ela vai levando. Depois de uma viagem na qual ele serviu apenas de motorista e de caixa ele resolve dar um basta.
Finalmente ele resolve procurar ajuda e começa a se consultar com uma psicóloga. As consultas começam a surtir efeito e ele, aos poucos começa a desgrudar da Natália. Todo o processo durou meses, mas finalmente ele se viu livre dela.
Fase nova, velhas retóricas... assim começa a sua fase de maturidade, sem namorar por um bom tempo, sem acreditar em relacionamentos e agora é só aproveitar a vida, será?

3 comentários:
Vou espera.. mas duvidoooooooo!! Rss tadinho desse 'menino'.
beijos
Meu Deus do céu... fiquei com vontade de dar na cara desse teu amigo aí! Que burro! Huahauahuahau! Ai ai... tem doido pra tudo, conheço a versão feminina dele! É difícil... e quem tá de fora tenta ajudar e ainda passa por ruim!
Bjo
Oieeee
saudades de vc menino
=p
então
pra matar tua curiosidade
o end do blog é
www.momentosemque.blogspot.com
=p
bjinhos docinhos
ps:que bom que ele se livrou dela
=)
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